A imagem contemporânea se liberta da referencia dos objetos implodindo a substância do mundo em um fluxo imagético.
Fugindo da delação das sombras e cópias degradadas platônicas, e da acusação de falsidade alienante e superficial dos pós-modernos, vemos na potência do simulacro o fundamento da constituição ontológica do mundo.
As tecnologias digitais possibilitaram a evidenciação de tal característica das imagens: a completa ausência de necessidade do referente ou da designação no sentido da ação da imagem.
A imagem age por si, enquanto ação em um mundo de ações correlacionadas. As ferramentas virtuais permitem potencializar tal característica das imagens.
Se a definição de Sociedade do Espetáculo por Debord é a relação social mediada por imagens, agora nós mesmos imagens somos, logo não há mais mediação: só relação.